segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um conto de experiência de vida

Tudo em seu determinado tempo
Certo dia Luan estava no quintal de sua casa muito ansioso para que chegasse a noite para brincar no aniversário de seu primo. Essa sua ansiedade lhe fez ficar com fome e pegar uma maçã verde no pé que estava ao seu lado.
Comeu-a, sentindo o gosto do ácido e do azedo, logo depois estava com fortes dores no estômago. Saiu andando devagar para dentro de casa chamando a mãe que logo veio ao seu encontro.
- Oi meu bebê! – falou Meire para o seu filho de sete anos.
- Eu comi uma maçã verde e agora minha barriga está dura e doendo muito – respondeu Luan com os olhos cheios de lágrimas.
Meire lhe pegou pela mão, levou-o para o sofá e disse:
- Assim como todas as coisas da vida, tudo tem o seu tempo para se adquirir, consumir, usar e por aí vai. O remédio nesse momento é esperar a fermentação passar e você expelir os gases, coisa que o tempo te ensinará com algumas dores.
Luan escutava tudo em silêncio para ver se aquela dor chata passava, lágrimas e lágrimas rolavam pelo seu rosto por saber que naquele momento só o tempo poderia lhe ajudar...

Uma crônica para distrair

A defesa ofensiva e educada


Quase todos os vizinhos falam mal de Daniel só porque ele fuma maconha. Ninguém o conhece, mas simplesmente por ele consumir tal substância enteógena o acusam de marginal e fora da lei.
Tem dois anos que o filho do meu vizinho fuma maconha, mas esse vizinho prefere olhar para fora do que para dentro de sua própria casa, prefere falar mal do maconheiro Daniel, mas não quer acreditar que os olhos avermelhados e baixos e a famosa “larica” não é a maconha que está causando estes efeitos em seu filho.
- Lá vai o maconheiro safado que sustenta o tráfico – disse um vizinho uma vez quando Daniel passou.
Ele ouviu a ofensa e não queria levar aquela sem dar uma resposta à altura. Parou! Olhou para um lado, olhou para o outro e não viu nenhum ser além dele, então voltou para este cidadão dizendo calmamente:
- Primeiro, eu não sou maconheiro! Sou um cannabicista, um homem que estuda sobre cannabis sativa, que é o nome cientifico da maconha. Segundo – nisso o vizinho que havia ofendido ou tentado ofender parecia está receoso com a atitude do cannabicista; - você deveria respeitar mais as pessoas, pois lhe digo com todo respeito, a sua atitude foi mais safada do que você tentou me classificar. E terceiro, sustento o tráfico sim, sabe por quê? Porque gosto demais dessa planta e ninguém tem o direito em dizer o que posso ou não consumir. O governo quer proibir uma coisa que não pode!
E saiu sem mais dizer uma palavra.
Ao voltar para sua casa à noite, encontra seu vizinho sentado numa cadeira de balanço, que quando os olhos se cruzaram o vizinho cara de pau e talvez doente mental, exclamou:
- Lá vai o cannabicista!
Daniel escutou, viu que ele aprendeu, lhe desejou boa noite com um belo sorriso – daqueles de pessoas felizes – no rosto e foi para sua casa, quem sabe tocar fogo num cigarro de bob...

domingo, 19 de julho de 2009

Meu terceiro livro dedicado a contarrâneos e amigos

O diário de um excluído
Este é um daqueles fabulosos livros com histórias baseadas em fatos reais que fazem o leitor refletir sobre a vida.
Um mundo capitalista, cruel, insensível e de loucas paixões, vai fazer você sentir nas entranhas um pouco da realidade do mundo das drogas.
Álcool, cigarro, maconha, lança perfume, cocaína, prostituição, ecstasy, LSD, festas de bandeja e muitas outras coisinhas que jogou Sandro da Silva num futuro mundo solitário. Esse é o retrato da vida de um jovem que se educou da pior maneira na rua e foi desprezado por amigos que um dia utopicamente tanto os amou.
Acredito perfeitamente que essa história, ou poderia dizer; romance, vai transformar o modo de pensar de muitos, talvez eliminando preconceitos de mentes fechadas e conservadoras, e assim, quem sabe, ajudar na evolução da Consciência Universal.
Adeus!